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Strangers

“Technique is evolving faster than culture,” states Bernard Stiegler, and the human capacity to assimilate can no longer keep up with the updating process. Consequently, thousands of gadgets are launched to the market each year, which due to the current consumption demand, quickly fall into disuse, fueling the increasingly extensive landscapes of electronic waste.

Deposited, obsolete and without context, these gadgets become the remains of a life still present, but that we do not recognize anymore. Or traces that trigger us memories of a recent time, but that had passed. Consequently, we live with a mass of objects which we no longer understand by ignoring their function, a legion of strangers, inert, abandoned and heaped objects.

In this context and from an archeology of the present that involves processes of research, excavation and analysis, we propose a landscape under the ground where the mass of obsolete gadgets breaks apart through the individualization of certain objects, back fed and placed in a new state of transformation so that we can know them, not as they were, but through a defamiliarization or a new look at what has already been overcome.


“A técnica tornou-se mais rápida que a cultura”, afirma Bernard Stiegler, sendo que a capacidade humana de assimilar não mais consegue acompanhar o processo de actualização. Consequentemente, todos os anos são lançados milhares de gadgets para o mercado, os quais devido ao actual modelo de consumo, rapidamente caem no desuso, alimentando as cada vez mais extensas paisagens de lixo electrónico.

Depositados, obsoletos e sem contexto, estes gadgets transformam-se em restos de uma vida ainda presente,mas que não a reconhecemos, ou então vestígios que nos disparam memórias de um tempo recente, mas que passou. Perante tal, convivemos com uma massa de objectos os quais não mais compreendemos por ignorarmos a sua função, uma legião de estranhos e inertes, abandonados e amontoados objectos.

Neste contexto e a partir de uma arqueologia do presente que envolve processos de pesquisa, escavação e análise, propomos uma paisagem debaixo do solo onde a massa de obsoletos gadgets se desfaz pela individualização de determinados objectos, de volta alimentados e colocados num novo estado de transformação para que os possamos conhecer, não como eles foram, mas através de uma desfamiliarização ou de um novo olhar sobre o que já foi ultrapassado.

Installation with João Abreu Valente, exhibited at Biennial of Contemporary Art of Maia 2017.