2014

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Português

“Se exibíssemos todas as suas participações, perceberíamos que uma cor nua e, em geral, um visível, não é um pedaço de ser absolutamente duro, indivisível, oferecido inteiramente nu a uma visão que só poderia ser total ou nula, mas antes uma espécie de estreito entre horizontes exteriores e horizontes interiores sempre abertos, algo que vem tocar decentemente, fazendo ressoar à distância, diversas regiões do mundo colorido ou visível, certa diferenciação, uma modulação efêmera desse mundo, sendo, portanto, menos cor ou coisa do que diferença entre as coisas e as cores, cristalização momentânea do ser colorido ou da visibilidade.”

– Merleau-Ponty, O Visível e o Invisível, 1964.


English

“If we exhibit all their participations, we would realize that a nude color and, in general, a visible color is not a piece to be absolutely hard, indivisible, offered stark naked to a vision that could only be fully or null, but rather a kind narrow between exterior horizons and interior horizons always open, something that comes to play decently, echoing in the distance, color or different regions of the visible world, certain differentiation, an ephemeral modulation of this world, and therefore less color or something that difference between things and colors, momentary crystallization of colored being or of visibility.”

– Merleau-Ponty, The Visible and Invisible, 1964.