2015

Português

(abstract) No tempo em que a tecnologia digital se encontra embebida nas nossas estruturas sociais, económicas, políticas e também afectivas, vivemos no que Donna Haraway denomina por “sociedade tecnologicamente mediada” (Haraway, 1991:45). Neste contexto, por trás das superfícies, a governação algorítmica é gradativamente mais ampla e, devido à crescente complexificação das suas estruturas, a sua acção foge cada vez mais ao nosso controlo. Recorrendo ao conceito de “individuação”, de Gilbert Simondon, e à investigação Evolving Virtual Creatures”, de Karl Sims, no campo da neurociência e da computação, verificamos que o crescimento dos algoritmos pode assemelhar-se à evolução biológica das espécies, tendo em conta que esta tecno-espécie encontra-se em exponencial evolução e as suas entidades potencialmente caminham para um novo modo de existência. Com tal prognóstico, questionar apenas “o que são” os algoritmos ou “o que fazem” os algoritmos parece tornar-se cada vez mais redutor, ante a necessidade de se considerar “quem são” os algoritmos.

 

II Congresso Internacional de Net-Ativismo

Autor: Sara Orsi; Co-Autor: Luísa Ribas; Filiação Institucional: Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa;  Área Temática: Actividade em rede e política.


English

(abstract) In a time when digital technology is embedded in our social, economic, political and even emotional structures, we live in what Donna Haraway calls “technologically mediated society” (Haraway, 1991: 45). In this context, behind the surfaces, the algorithmic governance is gradually wider and due to the increasing complexity of their structures, their action is increasingly getting out of our control. Using the concept of “individuation”, of Gilbert Simondon, and the research “Evolving Virtual Creatures” by Karl Sims in the field of neuroscience and computing, we find that the growth of algorithms may resemble to a biological evolution of species, and we note that this techno-species are in an exponential evolution and potentially those entities might get a new mode of existence. With such a prognosis question only “what are the algorithms?” or “what do the algorithms do?” seems to become increasingly reducing, compared to the need to consider “who are the algorithms?”

 

II International Congress on Net-Activism

Author: Sara Orsi ; Co-Author: Luísa Ribas; Institutional Affiliation: Faculty of Fine Arts, University of Lisbon; Thematic area: Networking activity and policy.


Link pt